A Terra muda Tudo mudam Todos...

Monday, November 02, 2009

CONTROLE O AR


Não consegui usar:

faltou você pra reclamar...

Wednesday, October 28, 2009

Estro 34 - SOBRE SAUDADE 2

Saudade é ruim. Saudade é a ausência do que não mais existe.
Saudade resumida numa lista pequena e consistente.
(Uma lista ruim, pela ausência que representa)
Saudade inspirada e expirada no ar.
Saudade na enternidade.

Monday, October 26, 2009

ELA








Blusa branca
Cabelo ao vento
Olhar desatento...

Alma lavada
Foi-se na madrugada.

Levou-a Deus
Sem nenhum adeus...

QUESTIONAMENTOS

Às vezes ela pensa cada coisa! Quanto vale cada uma delas? Valem tanto? Vale a pena?

Tem horas que duvida de tudo, deleta a esperança e coloca as reticências na sua vida. Até que chega uma palavra, uma mensagem ou um rompante da alma, que ergue sua cabeça e sopra alguma chama em si.

Permanece entretanto seu questionamento: o que se pode fazer diante da dor alheia? Como aliviá-la? Quando passará?

Sunday, October 04, 2009

APRENDENDO DE NOVO

Eu tô assim, meio sem nexo, e sem muita razão no ser, ou no estar... Tudo bem confuso e mais difícil a medida que o tempo passa. Estranho.

Reconheço que muitas vezes demoro a dar "sinal de vida", mas é que eu tô assim, meio que vivendo aprendendo a viver de novo, uma vida nova, com uma estrutura nova, sou outra pessoa numa rotina já pré-existente e preciso me readaptar. Deve ser, de certa forma, uma espécie de "paraplegia", com a qual preciso aprender a conviver. Como um cadeirante que um dia já usou as pernas pra andar... É, talvez seja um pouco isto. Ou não.

Querida, querida, querida. Você é um presente que tive em minha vida, e está sempre presente aqui. Desculpe-me não ter feito a minha parte, na época apropriada, para que tornássemos grandes amigas. Admiro aquela que fez isto e o que com isto ela construiu com você. E é pra sempre. Como a saudade que tenho de você.

Sunday, September 06, 2009

TAMANHO

Aprendi que é muito comum as pessoas amplificarem sua dor e pensar sempre que ela é maior que a do outro.

A minha dor não é maior que a de ninguém e a dor de ninguém é maior que a minha: Deus é maior que ambas e que todas.

Eu oro para que o outro também experimente o mesmo pensamento, e que este o controle como majoritariamente controla-me.

Sou grata por isto.

Tuesday, August 25, 2009

DOR QUE SANGRA


Pode ser que eu me esqueça de seu rosto, talvez não me lembre mais da sua voz, ou corra o risco de não chorar mais sua ausência... Será que isso é possível? Perdoar-me-ei essas hipotéticas faltas?

Jamais. Pois nunca as cometerei. Impossível não ter você o tempo todo aqui, presente, rindo, sorrindo, brincando, lindamente vestida, engraçada, prática e simpática. Sempre desejarei sua risada mais gostosa, o seu jeito de dizer que a vida é maravilhosa, seu viver exageradamente intenso.

No sangrar de nosso coração há o consolo de Deus, e Seu entendimento de sofrer. Deus entende lágrimas, entende sofrimentos. Ouvi isso e senti-me confortada. Quer sofrimento maior do que a morte de cruz?

Pois bem, minha perda é dura, é feia, é má. Não: minha perda é propósito e desígnio da força maior que é meu Deus. Minha perda é dolorida, a tal ponto que eu grito: “Saiam do caminho com seus sorrisos, pois quero passar com minha dor”!

Não sou a única a gritar isto. Copiei da minha irmã. Meu coração sangra como o dela, sangra mais, pois sangra o seu sangue e o dela. Sangra a minha dor e a dela. Meu coração sangra também.

Um dia, longínquo, sei que superarei a dor que hoje sinto, é questão do tempo-remédio. Enquanto isso, sentir essa dor é sentir-me mais perto de você.

Sunday, August 16, 2009

KEKÉ

A portrait by Chiara Nelson:

http://www.youtube.com/watch?v=e10IHxihxSM

Wednesday, August 12, 2009

QUERIDA KELLY*


Você irradiou nossos dias com sua felicidade
Fez amigos, colegas, admiradores e apaixonados
Outrora olhos encantados, hoje lacrimejados
Sussurramos baixinho: "Kelly, como dói a saudade...!"

No espetáculo cotidiano de que é feita a vida,
O seu show não parava por nenhum instante,
No embalo a platéia, entusiasmada e vibrante
Celebrava o “carpe-diem”, extrovertida.

Arderá sempre em nós sua chama incandescente
Eterna na lembrança, penosa na partida,
Despedir-se é uma dor, uma dor desmedida
De alguém que se vai mas permanece pra sempre.

Por amar-te amiúde e com tanta vontade
Rezemos baixinho e peçamos a Deus
Que te guarde tão bela, nos braços Seus
Onde seu riso será sempre a mais sublime beldade.

* Pedro Henrique de Menezes